29 de janeiro de 2007

Fantasmas Urbanos

No centro da pólis cheio

Em todo o canto o mau cheiro

Multidão corre e corre

No tempo sem tempo

Onde vale cada momento

Trabalhador vigia trabalhador

Se move o trator,

Mais barulho faz o motor

- Que?

- Esquece...

A cena que aparece

Um corpo estendido no chão

Foi dar uma de machão...

Não existe mais homem forte

- Será?

Bala achada ou perdida

Bela capa de jornal

Entregue antes do sol matinal

Na porta do pequeno burguês

Que lê a pseudonotícia,

Tomando seu pseudocafé,

Vivendo sua pseudovida,

Regrada a burocracia

E seguida por toda a burguesia.

A juventude perdida

Não sabe se rumina ou se raciocina

Trim! Trim! Trim!

São sete da matina,

Segunda-feira

Se ajuste a rotina.

Gustavo Paiva Queiroz

Um comentário:

Gustavo disse...

Esse poema mexe muito com meus sentimentos revolucionários. Foi escrito em um dia especial - na verdade numa noite especial. O momento era de pura revolta com o continuismo da vida burguesa na qual estou inserido